A avaliação da
aprendizagem, na perspectiva de investigação e intervenção é um recurso
pedagógico disponível ao educador para que auxilie o educando na busca de sua
“autoconstrução” e de seu modo de estar na vida mediante aprendizagens
bem-sucedidas, de maneira que o educador possa identificar a eficácia e a
ineficácia dos atos e recursos utilizados, bem como corrigir a direção da
atividade e dos seus resultados. Atualmente, a avaliação
da aprendizagem consiste em “uma atribuição de qualidade, com base em dados
relevantes da aprendizagem dos educandos, para uma tomada de decisão”. (LUCKESI,
2011).
Para Ausubel (1999), a
avaliação consiste em determinar o grau em que vários objetivos, de importância
educativa, estão sendo alcançados na realidade, ou seja, avaliar na concepção
de Ausubel é fazer um juízo de valor ou de mérito, através da apreciação dos
resultados na satisfação de metas estabelecidas. Perrenoud (1999), contudo, demonstra
uma visão mais contextual, para o mesmo a avaliação é um ato que faz parte da
vida humana, e reflete diretamente na criação de hierarquias, em função das
quais se decidirão a progressão do curso seguido, a formação acadêmica e o
mercado de trabalho.
Avaliar requer condições
prévias como disposição psicológica de acolher a realidade como tal e a escolha
da teoria de embasamento para investigação. Luckesi
(2011) considera que primeiramente para realizar um trabalho de avaliação faz
necessário dispor de uma definição consistente sobre o conhecimento por parte
do avaliador. O conhecimento na sua visão é definido como uma ação de elucidar,
conhecer o que ainda é desconhecido, investigar o que é obscuro, produzir a
compreensão de algo, ou seja, conhecer é elucidar a realidade. Ressalta ainda
que o ato de avaliar é um ato de investigar. Enquanto a ciência estuda como
funciona a realidade, a avaliação estuda a qualidade desta realidade. Ambas
fazem uso de rigorosos recursos metodológicos: a ciência descreve e interpreta
a realidade, enquanto a avaliação descreve-a e qualifica-a.
Além da definição coesa do
conhecimento por parte do avaliador, Luckesi e Ausubel, consideram também a
escolha de uma teoria da avaliação e a validade como parâmetros para se obter
legitimidade e confiabilidade nos resultados.
AUSUBEL, David Paul.
Psicologia Educativa: um ponto de vista cognitivo, Novak, Joseph D./Hanesian,
Helen, 2ª ed. México: Trillas, 1983 (reimp., 1999).
LUCKESI, Cipriano
Carlos. A avaliação da Aprendizagem: componente do ato pedagógico, 1ª ed. São
Paulo: Cortez, 2011.
PERRENOUD, Philippe.
Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas,
trad. Patrícia Chittoni Ramos, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.
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